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    Comitê Sustentar discute novas regulamentações, bioinvasão, planos de emergência e agenda 2020-2022


    Cerca de 20 representantes de empresas associadas da ATP participaram da reunião do Sustentar, na sede da Transpetro, no Rio de Janeiro

    O Comitê de Sustentabilidade da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), o Sustentar, esteve reunido na última segunda-feira (25/11), no Rio de Janeiro, para discutir, entre outros temas, assuntos referentes às exigências da Organização Marítima Internacional (IMO, da sigla em inglês), como água de lastro e espécies bioinvasoras.

    No início da reunião, o analista Marítimo Portuário da Vale, Péricles Vieira, da área de Relações Institucionais Portuárias, fez uma apresentação sobre os instrumentos normativos da IMO que, apesar de serem voltados às embarcações, geram consequências diretas aos terminais portuários. O grupo, formado por cerca de 20 associados, apontou que é primordial que seja feito o acompanhamento das ações do governo para que as novas regulamentações brasileiras estejam em conformidade com as exigências internacionais. A Bioincrustração, ou seja, o acúmulo de micro-organismos, plantas, algas ou animais sobre as estruturas molhadas, será um assunto a ser debatido novamente pela IMO na reunião de fevereiro de 2020.

    A empresa de consultoria Ecology Brasil foi convidada a apresentar questões relativas à bioinvasão, entre elas, destacou os problemas causados pelo Coral-Sol, espécie de origem Indo-Pacífica introduzida na Bacia de Campos (RJ), com alto potencial de crescimento e expansão pelo território nacional, trazendo impactos para a pesca.

    Os consultores também falaram sobre o Mexilhão Dourado, de origem asiática e que afeta, inclusive, tubulações e sistemas de refrigeração em portos e navios. Segundo a Ecology Brasil, 69% da introdução de espécies invasoras ocorrem devido à bioincrustração, mostrando que esse é um vetor mais forte que a água de lastro.

    “A bioinvasão é uma questão preocupante não só para os portos brasileiros, mas para todo o mundo. Precisamos ter conhecimento sobre seus impactos e consequências diretas e indiretas para ter planos de ação e monitoramento”, avaliou o Diretor-Presidente da ATP, Murillo Barbosa.

    Óleo nas praias

    O Sustentar debateu ainda sobre o vazamento de óleo na costa brasileira e os planos de Emergência, de Área e de Contingência para esse tipo de ocorrência. Apesar dos portos privados não terem sido diretamente atingidos, os associados da ATP vêm efetuando trabalhos estratégicos de monitoramento para dar apoio aos órgãos públicos como Ibama, Marinha e Ministério Público.

    Ao final da reunião, o grupo discutiu sugestões para agenda 2020-2022, entre elas, licenciamento ambiental e melhores práticas com foco na gestão de risco para os terminais privados. O Sustentar é um dos quatro comitês temáticos da ATP e se reúne a cada dois meses.


    Joana Wightman
    Coordenação de Comunicação ATP
    Contatos: (61) 3032-1931/ 3201-0880/ 98483-5503
    comunicacao@portosprivados.org.br

    Publicado em 02/12/2019
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